Venda de impressoras cresce 3,5% no ano, prevê IDC

No primeiro trimestre de 2019 foram vendidas 633.371 máquinas impressoras (51.665) e multifuncionais (581.706), resultado 1,5% inferior ao do mesmo período no ano passado, e 34,4% acima do registrado no quarto trimestre de 2018, que o mais fraco do ano. Segundo a consultoria IDC, haverá queda de 3,9% no segundo trimestre, mas para o ano a projeção é de crescimento de 3,5%. 

“O resultado ficou ligeiramente abaixo do esperado, principalmente porque o primeiro trimestre do ano passado foi um ótimo período para o mercado de impressão e porque 2018 vinha com sinais de aquecimento da economia. Após as eleições, esperava-se que este ritmo se mantivesse, mas o mercado ainda não está confiante e aguarda melhor momento para investir em estrutura e na compra de novos equipamentos”, aponta a IDC. 

Os equipamentos preferidos no primeiro trimestre de 2019 foram com tanque de tinta, com 260.930 unidades vendidas. Em seguida, vieram as impressoras com cartucho de tinta, com vendas de 251.582, os modelos a laser, com 119.465, e as matriciais, com 1.391. “Embora os modelos tanque de tinta tenham sido os mais vendidos no primeiro trimestre, a categoria que mais cresceu foi a de cartucho, que cresceu 4,7%. Os outros três tipos tiveram queda em relação ao mesmo período de 2018.Tanque de tinta caiu 3,2%, laser teve queda de 9,1%, e matricial 25,5%”, diz a IDC Brasil.  

Os modelos com cartucho de tinta também foram os que tiveram maior representatividade nas vendas no varejo. Neste mercado, que consumiu 369.793 máquinas, 199.896 (54,1%), eram desse modelo. As máquinas tanque de tinta ficaram em segundo lugar na preferência do consumidor, com    vendas de 150.831 unidades (40,8%), e na sequência os modelos a laser, com 19.066 (5,2%) equipamentos vendidos. 

Em termos de preços, alguns fabricantes trabalharam com preços promocionais, principalmente para linhas voltadas para o varejo e em ações de volta às aulas. Outros apresentaram ticket médio acima do praticado no primeiro trimestre de 2018, devido ao lançamento de produtos e pelo fato de que, no início do ano passado, o dólar estava mais estável e com cotação inferior, quando comparado ao mesmo período deste ano.  O resultado dessa combinação de preços gerou uma receita total de US$ 168,7 milhões, queda de 4,7% em relação aos três primeiros meses de 2018.

Fonte: https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=51103&sid=5